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Namíbia: entre a China e a União Europeia, a aposta industrial nas matérias-primas

A Namíbia, rica em urânio, cobre e terras raras, tornou-se um terreno de competição discreta entre as grandes potências desde a assinatura, em 2022, de uma parceria estratégica com a União Europeia sobre matérias-primas críticas. É neste contexto que o African Business revela que a China concluiu novos acordos com Windhoek abrangendo energia, minas, infraestruturas e agricultura. Segundo o órgão de comunicação, estes compromissos reforçam a posição da Namíbia face aos seus parceiros ocidentais, ao mesmo tempo que testam a solidez da sua parceria com Bruxelas. A fonte não especifica montantes, datas de assinatura, nem nomes de responsáveis citados. O desafio para Windhoek é claro: transformar a sua posição de fornecedor de matérias-primas brutas num verdadeiro motor de crescimento industrial, captando mais valor acrescentado localmente em vez de exportar minerais pouco processados. Para os cidadãos namibianos, isto poderá significar empregos qualificados e novas infraestruturas, mas também riscos de maior dependência caso a diversificação permaneça teórica. Do ponto de vista analítico, a Namíbia ilustra uma estratégia de não-alinhamento pragmático adotada por vários Estados africanos ricos em recursos críticos, que procuram maximizar as ofertas concorrentes da China e da UE em vez de um alinhamento exclusivo. Permanece uma questão em aberto, à falta de dados quantitativos disponíveis: esta rivalidade traduzir-se-á em transferências

Rédaction Sankofa Finance·
Namíbia: entre a China e a União Europeia, a aposta industrial nas matérias-primas

Sankofa Finance

📖 Artigo completo disponível em francês → [Namibie : entre Chine et Union européenne, le pari industriel des matières premières](/article/7ffad480-cf32-4f23-ac12-a1de20373a37)

Source : African Business

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